quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
ESPECIAL 1º DE DEZ: SUS mantém epidemia de aids estabilizada no Brasil

Boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (28) registra prevalência de 0,6% da doença em 2010
O investimento do Sistema Único de Saúde na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de saúde, mantém sob controle a epidemia de aids no Brasil. De acordo com o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, a prevalência (estimativa de pessoas infectadas pelo HIV) da doença permanece estável em cerca de 0,6% da população, enquanto a incidência (novos casos notificados) teve leve redução de 18.8/100 mil habitantes em 2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010.
“O Brasil segue a tendência mundial de redução de casos e óbitos ao longo dos anos. As pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença, graças ao acesso aos medicamentos”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele reforçou que o Ministério da Saúde está investindo na expansão da testagem rápida para garantir que o diagnóstico seja o mais breve possível, com ações do Fique Sabendo. “Quanto mais cedo o vírus é descoberto, mais cedo tem início o tratamento, proporcionando qualidade de vida para quem vive com a doença”, destaca.
Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010. “A redução vertical, mesmo num período muito curto, já demonstrou um impacto positivo da ampliação do acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal”, destacou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Em relação à taxa de mortalidade, o Boletim também sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%.
O boletim, no entanto, chama a atenção para públicos específicos, que têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos. Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.
Na população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de aids notificados no Brasil desde o início da epidemia ocorre entre jovens.
O quadro levou o Ministério da Saúde a priorizar este público na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que acontece em 1 de dezembro.
A campanha do Dia Mundial deste ano, por meio do slogan “A aids não tem preconceito. Previna-se”, reforça a necessidade de se discutirem questões relacionadas à vulnerabilidade à aids entre jovens gays de 15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/aids. Também busca uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual.
Da Agência Saúde - Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais/MS
(61) 3306-7010/7016/7024/7051
quarta-feira, 29 de junho de 2011
28 de Julho - Dia Internacional do orgulho GAY

Dia internacional do orgulho gay
Uma das formas de maior visibilidade dos movimentos homossexuais têm sido as ParadasGays,realizadas por ocasião do Dia Internacional do Orgulho Gay -28deJunho. A data comemorativa surgiu em 2009, na cidade de Nova York, quando ocorreu
a chamada Rebelião de Stonewall - nome de um bar de frequência LGBT,que sofria repetidas batidas policiais sem justificativa.
Naquele dia, os frequentadores se revoltaram contra a polícia e deram início a uma rebelião que se estendeu por três dias, mudando para sempre as atitudes repressivas das autoridades perante aquele público e dando início à luta pela igualdade de direitos. Desde então, a data é cele
No Brasil, as Paradas do Orgulho Gay começaram a ganhar visibilidade apartirde1995.
De lá para cá, muitas conquistas se consolidaram, culminando - em maio deste ano - no reconhecimento da união estável para casais do mesmo sexo em decisão unânime dos ministros do STF.
Pioneiro na luta pela igualdade de direitos do público LGBT, o estado do Rio de Janeiro promoveu, na semana passada, o maior casamento gay coletivo do mundo, unindo 43 casais. Dois terços das uniões foram cele
terça-feira, 14 de junho de 2011
RELATÓRIO CHEGANDO A ZERO - Estratégia para 2011 a 2015

Segundo dados da Unaids(abril,2011), 2,6 milhões de pessoas se infectaram com o HIV em 2009 e cerca de 1,8 milhões morreram por complicações relacionadas a Aids. Apenas 1/3 das 15 milhões de pessoas vivendo com HIV/AIDS que precisam estão recebendo tratamento e as novas infecções continuam a superar o número de pessoas iniciando o tratamento, enquanto a tendência de aumento no volume de recursos estancou em 2009.
O Documento da Unaids, que lança as metas e estratégias da agência da ONU para o controle da epidemia de Sida entre os anos de 2011-2015, também é enfático em reconhecer o que as organizações da sociedade civil vem sinalizando há alguns anos: os avanços e conquistas para o controle da epidemia de Aids no mundo estão em risco. Seja pela crise econômica que redirecionou recursos e prioridades, seja por esta sensação de que a epidemia esta sob controle, o fato é que há uma urgente necessidade de sinalizarmos que se não re-estabelecermos um compromisso pela maior eficiência nas respostas(prevenção, tratamento, assistência e apoio) e na disponibilização de recursos, veremos um recrudescimento da AIDS, especialmente junto àquelas populações consideradas as mais vulneráveis, uma vez que os fatores de vulnerabilidade permanecem inalterados nos diferentes contexto onde a epidemia de Aids se manifestou.
O documento da Unaids também chama a atenção para importância da integração entre os contextos sociais e jurídicos na proteção contra o estigma e a discriminação na promoção do acesso universal a serviços e tratamentos em HIV/AIDS. O conhecimento sobre os direitos, a redução das leis punitivas ás pessoas vivendo com HIV/AIDS e a proteção aos direitos humanos desta população estão entre as recomendações da Unaids aos países membros da ONU.
Abaixo está o link para dowload do relatório completo.
http://www.unaids.org/en/media/unaids/contentassets/documents/unaidspublication/2010/JC2034_UNAIDS_Strategy_pt.pdf
por Rosa Beatriz Marinho
Socióloga e Coordenadora executiva do GAPA-Bahia




