terça-feira, 1 de setembro de 2009

NOTÍCIA - Terapia ARV, preservativos e circuncisão: quais os métodos mais seguros contra a AIDS?


A terapêutica anti-retroviral e os preservativos terão mais efeito sobre a infecção pelo VIH na África do Sul do que a circuncisão, de acordo com o modelo estudado

Comparto esta informaci'on con ustedes, aunque este en ingles o portugues. En la conferencia de Mexico se habl'o de que la circumcision masculina seria una medida de prevencion del VIH, pero segun este estudio en Africa no tiene ningun efecto.

Para mas informaciones acceder en:http://www.aidsmap.com/es/news/ux/latest.asp


Os resultados preliminares de um modelo matemático desenvolvido por investigadores do Centro de Excelência em VIH/SIDA da British Columbia, mostraram que a circuncisão masculina teve menos impacto que o uso de preservativos ou que a terapêutica anti-retroviral (TAR), na taxa de novas infecções e na mortalidade dos homens na África do Sul.

Os investigadores pretendiam avaliar o impacto na população das diferentes estratégias de prevenção da infecção pelo VIH, na África do Sul. Para tal, desenvolveram um modelo matemático que identificou o aumento do uso de preservativos e a distribuição de terapêutica anti-retroviral como as chaves na redução de novas infecções neste país. O modelo usou os dados publicados de 2003 a 2008 como padrão e comparou cenários simulados que envolviam vários níveis de circuncisão masculina, uso de preservativos e distribuição de TAR até 2025.

A simulação estabeleceu uma taxa de circuncisão masculina de 51% (nível actual), 75% e 90%; 14% de uso de preservativo (nível acrual), 50%, 75%, 80% e 90%; e distribuição de TAR em 21% (nível actual), 50%, 75%, 80% e 90%, tendo como critério de início de terapêutica uma contagem de células CD4 de 200 ou menos/mm3.

A eficácia do uso a 100% do preservativo foi estabelecida como 90% e a eficácia da circuncisão na prevenção de novas infecções em 53%. A infecciosidade das pessoas seropositivas para o VIH foi dividida em seis estratos: primo-infecção (menos de 12 semanas após a infecção; infecção crónica com carga viral inferior a 1000 cópias/ml; carga viral entre 1000 e 10 000; carga viral entre 10 000 e 100 000; carga viral superior a 100 000; e fase terminal da doença.

Outros pressupostos neste modelo incluíam que 50% das pessoas infectadas conhecia o seu estatuto serológico e que, nesta versão inicial do modelo, tanto o número de mulheres infectadas, como a sua infecciosidade permanecia inalterada; obviamente, num modelo mais sofisticado que incluísse ambos os géneros, a redução tanto no número de infecções nas mulheres como na infecciosidade teriam um efeito sinergético. Nas mulheres, o impacto da TAR, o uso de preservativo e a circuncisão, está actualmente a ser calculado.

Foi medido o impacto na população masculina heterossexual com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos.

A oradora Viviane Lima referiu, durante a apresentação, que o aumento do uso de preservativos de 14% (estimativa actual) para 50% e o aumento de distribuição de TAR de 21% para 80% evitaria uma estimativa de 950 000 infecções pelo VIH nos homens, até 2019. O aumento da cobertura com TAR para 50% e o aumento do uso de preservativo para 80% teria um efeito semelhante.

O aumento destes dois factores para 50% evitaria 700 000 infecções. Mas o aumento da taxa de circuncisão dos actuais valores de 51% de homens circuncisados para 90% apenas evitaria 48 000 do total de infecções estimadas.

O uso de preservativo e a distribuição de TAR, isoladamente ou em combinação, provocariam a redução de novas infecções nos homens de 64% para 95% até 2015 e reduziriam a mortalidade de 10 para 34%.

A circuncisão provocaria uma redução de 3 a 13% nas novas infecções pelo VIH e uma redução de 2 a 4% na mortalidade; de acordo com a oradora, este impacto “ficaria escondido quando combinado com as outras intervenções”.

“Ficámos surpreendidos com o pouco efeito observado,” afirmou.

O modelo matemático permite um imenso número de permutações. Os estudos futuros incluem outros factores, tais como, o efeito de números diferentes de pessoas que acedem à despistagem, testes de resistência, diferentes critérios de início de tratamento, transmissão vertical, e muitas outras variáveis.

Referência:
Lima V et al. The combined impact of male circumcision, condom use and HAART coverage on the HIV-1 epidemic in South Africa: a mathematical model. 5th IAS Conference on HIV Treatment, Pathogenesis and Prevention, Cape Town, abstract WECA105, 2009.

Tradução
GAT - Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA

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